sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Palhaçada fardada, bandidagem disfarçada

Como eu já tinha escrito antes, essa greve ou melhor, esse motim causado nesses últimos dias na Bahia pelos policiais militares que aderiram a greve, não passou de especulação política. O real interesse não era de melhoria salarial para os “companheiros”  era sim de trazer o foco para o governador da Bahia,  a verdade é que a questão é política. O líder  do motim, Marco Prisco, é um ex- militar: o quê um ex-militar está fazendo  na liderança  de uma associação  de categoria da qual ele não pertence mais? Outro ponto nessa história do terrorista Prisco, é que ele pertence ao  partido PSDB que é oposição ao PT, partido de Jaques Wagner, governador da Bahia. A quem realmente interessaria  toda essa confusão?
Os policias que seguiram o seu líder durante esse motim tem que estar se sentindo envergonhados perante  a sociedade,  porque a escuta feita com ordem judicial da ordem de incêndio, o fechamento da BR e outras coisas mais que foram denunciados pelo jornal Nacional, não estava nos planos deles e só veio mostrar mais uma vez que os verdadeiros culpados por tudo o que aconteceu no estado baiano foram eles mesmos. Causadores de terror e pânico na Bahia.
 O pior de tudo é ver  e constatar que, muitos e muitos deles compactuaram com todas as  badernas, crimes, ameaças a população, ordem de fechamento do comércio,  planos de guerrilha para invadir uma cadeia e liberar presos. É o mesmo que dá ordem indireta aos bandidos e falar assim: vão lá e façam o que quiserem com a população. Aproveitem roubem, assaltem, matem, não iremos prender vocês.
De exigentes e irredutíveis  cobradores  do governo, á procurados pela justiça, e que agora considerados foragidos. Estavam com tanta arrogância, truculência com o povo, mostrando armas para intimidar, inclusive intimidar a sociedade e os políticos e agora alguns desses fugiram, como os bandidos que eles mesmos perseguem.  Aliás, bandido que foge é porque deve. Ainda fizeram exigência de sair pelas portas do fundo da Assembléia Legislativa da Bahia, estranho né, quiseram chamar tanto  a atenção da imprensa para mostrar as suas reivindicações e agora evitam aparecer em frente as câmeras.
O movimento que era para  fortalecer a categoria acabou tendo um efeito ao contrário. Eles agora são vistos  com um olhar de desconfiança por  toda a sociedade. Até os bandidos não os respeitarão como antes, podendo ser vistos como colegas deles.
Aqueles que seguiram as ordens dos líderes desse motim também cometeram uma palhaçada fardada, bandidagem disfarçada. Foram ou são manipulados por uma única cabeça, que está buscando interesses pessoais e está usando as costas dos colegas para servir de degrau. Estão sendo usados como fantoches armados, cegos e manipulados. Tão iludidos com as sórdidas esperanças  de melhorias salariais mas que ao fundo existe interesse político. E para o interesse político ser concretizado  escolhe um  para manipular à muitos.

                             Ismael Serra- Editor do blog

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RÁDIO NACIONAL DE ITABUNA COM NOVO TRANSMISSOR

Estamos recebendo informação através do radialista Marcelo Santos de que na próxima segunda-feira (13), a Rádio Nacional, começa a testar o seu transmissor com uma potência de 10 KW.

Com isso a emissora, com seu novo transmissor potente atingirá todo o sul da Bahia e parte de outras regiões do Estado.

Devido a este motivo a Nacional constantemente tem sua programação interrompida para os novos testes do novo equipamento.

Com o novo transmissor, a rádio que é a pioneira de Itabuna (antiga Rádio Clube), passará a ser uma das maiores de Itabuna.

Com os novos transmissores a Nacional, contará com os trabalhos profissionais dos radialistas: Alex de Souza (A Voz e a Vez da Juventude), Maria Alice (Boa Tarde Mulher) e Milton Gramacho são alguns dos nomes e liderança no horário que estão em acerto para participar da nova fase da equipe daquela emissora.

Cacá Ferreira


Seria bom também que a direção da emissora tivesse uma conversa sobre a permanência dos profissionais Cacá Ferreira e Manuel Messias detentores de uma das maiores audiências da região, em seus respectivos horários e os mais antigos da casa.

Cacá, como sabemos, constantemente, está recebendo proposta de outras empresas do segmento, mas, ele nos confessou que não queria deixar a Nacional, "uma emissora que já faz parte de minha vida", disse.

A casa caiu para a PM da Bahia: escuta telefônica denuncia a articulação terrorista do líder do motim no Estado

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Oba! Estou chegando a Salvador!

                                                                                                         


                                                                                                                                             Antonio Nunes de Souza*

Querida amiga Verinha,

Graças a Deus e aos meus esforços, já estou com minha programação para o carná da Bahia completamente pronta. Mas, tudo isso foi conseguido com um sacrifício retado minha filha!
Como você sabe, continuo trabalhando com aquele advogado, fazendo às vezes de secretária e auxiliando em alguns processos na justiça, já que estou terminando esse ano o meu curso de direito. O cara é muito exigente, mas, como é competente e tem prestígio aqui em Sampa, tenho que segurar as barras e aproveitar para ir me familiarizando com a clientela dele e cuidando do meu futuro. Eu até que tiro todas de letras, mas, o pior é que desde que eu entrei que tenta me comer. Olha pra minha bunda com o olhar tão penetrante que chego a sentir que tem alguma coisa entrando. Procuro disfarçar, porém é difícil porque, mesmo sem dizer uma palavra, na sua testa pode-se ler o seu desejo de transar comigo.
Aí minha filha, como estava louca para ir passar o carnaval em Salvador, resolvi fazer uma artimanha seduzindo o meu chefe e conseguindo que ele me desse licença para eu curtir meu querido Chicletes, minha adorada Ivete, a doçura de Ricardo Chaves, a batida do Olodum, a beleza do Yllê e a sempre rainha Daniella Mercury. Ai meu Deus! Só em estar escrevendo fico toda arrepiada!
A minha estratégia foi à seguinte: Comecei desde a semana passada a me insinuar, quando ia lhe mostrar um processo sempre procurava me encostar nele como se fosse acidente, etc., mas, ele embora ficasse vermelho e tenso, não tomava nenhuma atitude mais agressiva. Até que cinco dias atrás eu resolvi dar a última cartada: Deixei cair uns papeis enquanto conversávamos e, ao me abaixar para pegar, propositadamente, comecei a roçar a minha bunda nele e, quando esfreguei em sua virilha, não deu outra. Ele me segurou por trás, puxou meu corpo para junto, me virou e deu o maior beijo. Em princípio fiz aquele charminho de querer me separar, mas, quando senti que ele ia fraquejar por ser tímido, abracei o desgraçado pelo pescoço e mandei um beijo bem sacana e sedutor, esfregando todo meu corpo ao dele, já sentindo algo duro nas minhas coxas. Como só estávamos nós dois no escritório, pois era final de expediente, fazendo aquela carinha de pureza e vergonha para aumentar a excitação do homem, disse baixinho em seu ouvido: Que loucura vamos cometer dr. Gabriel! (disse “vamos” exatamente para que o desgraçado não parasse e estragasse meus planos). Com esse cochicho foi que o homem endoidou e me levou para o sofá, foi tirando o pau pra fora e, sem pestanejar, me pediu para fazer um boquete. Olhei o tamanho da zorra e não me fiz de rogada! Meti a boca e minha língua parecia um liquidificador Walita. O homem deitou-se e se contorcia como uma cobra, enquanto eu, com muita perícia e habilidade cuidava daquela vara que não era jurídica. Astutamente, quando percebi que ele ia gozar, tirei a boca e coloquei o meu plano em prática: Dr Gabriel o senhor pode me dar 12 dias de licença para eu ir para Salvador?
Menina! O cara já nos estertores da sacanagem, respondeu: Sim! Sim! Claro meu bem, pode ir! Mas, ao mesmo tempo, segurou minha cabeça pelos cabelos e enfiou minha boca no cacete que eu cheguei a ver estrelas. Quase que a desgraça da rola me arranca as amídalas, me deixando engasgada com a carga de esperma que o miserável expelia em minha goela. Porém, não perdi a classe! Com os olhos lacrimejando de dor, engoli a porra toda, esperei ele se refazer e, demonstrando estar arrependida e escabreada, me dirigi ao sanitário para me refazer do sufoco e me arrumar.
Minha filha, gargarejei umas dez vezes com um nojo filho da puta, e a garganta doía pra caralho em razão da estocada que o miserável me deu. Saí do sanitário, ele já estava composto, com a cabeça meio baixa desejei uma boa noite e segui para casa pigarreando na maior felicidade, pois tinha conseguido meus intentos.
No outro dia ele confirmou que eu estava liberada para a viagem e, como eu era uma funcionária exemplar, ele ia dar uma passagem aérea de ida e volta como presente. Quando ele me disse isso, quase eu chupava o pau dele outra vez naquela hora, mas, imagino que, certamente, terá que acontecer outras vezes. A primeira vez é complicada, mas depois a merda vira rotina. Faz parte da vida louca que vivemos!
Então amiga Vera, pode me aguardar que estarei chegando quarta-feira pela TAM. Esses dias estou gargarejando com Astringosol e Colgate Adstringente porque fiquei meio rouca e com inflamação na laringe. Quero chegar já curada para cantar muito a música do “Rebolation, Minha mulher não deixa não e Ai Ai Que Delícia”!
Pois é querida amiga, como diz o povo com sua sabedoria:
“Quem tem boca vai... a qualquer lugar do mundo!” Mas, minha bunda que ele não tira os olhos, vou deixar de reserva para poder ir no S. João de Ibicuí ou Campina Grande!
Viva o carnaval da Bahia!
Um grande beijo da sua amiga,
                                  Renata
 *Escritor (Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com – antoniomanteiga.blogspot.com)
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Veja a manifestação dos PMs de Itabuna na praça Adami nesta terça-feira07/02/12



video

No final da manhã de hoje, os PMs que aderiram a greve se reuniram na praça Adami em Itabuna para chamar atenção  da população, da mídia local e com o intuito de serem vistos pelo governador. O que parece que deu certo pois, um  canal de tv aberto local estava cobrindo ao vivo a manifestação daqui de Itabuna e que foi apresentada a Jaques Wagner ao vivo.

Se é tão ruim assim, por que entrou para a polícia?

Instituição Polícia Militar. Muita gente um dia sonhou ou sonha em ser um policial militar. Sabe que a vida de um policial militar é cheia de riscos, adrenalinas, risco de vida eminente, confrontos com marginais, equipamentos bélicos obsoletos, sabem disso e tudo mais, sabem principalmente quanto vão ganhar. Muitos até entram sonhando com a perspectiva das regalias de um PM, que além do salário inicial e seus complementos, trabalham poucos dias, algo em torno de 6 dias no mês, o estatus que a profissão lhe dá, os bicos que fazem por fora como seguranças ( muitos nem precisam realmente), o previlégio de andar armados, o puxa saquismo que encontram por parte de alguns cidadãos( esses acham que policiais são semi deuses),fora os trambiques e as coisas erradas em que muitos se metem, nunca são descobertos ou quando são , ainda ficam impunes ou  encontram facilidades  e proteção da corporação para que sejam abrandadas suas penas.
Porque então invés de reivindicar por melhorias salariais estão causando motins? Porque será que á frente do movimento grevista, que aqui eu chamo mesmo é de motim,isso para não dizer terrorismo, o líder é um ex- militar cujo foi afastado por ter comportamento inadequado para ser um militar e que hoje faz parte de um partido de oposição ao Governo da bahia, incitando e promovendo, pelo menos para alguns, a desordem, a baderna, o desrespeito com a sociedade que, nada tem haver  entre a escolha deles pela profissão, o risco e a questão salarial que, agora não os satisfazem, mas quando ingressaram na polícia era o seu "sonho" lutar, defender e proteger o povo.
Seria apenas por motivo de melhoria salarial para todos, ou uma pessoa sendo manipulada por um partido  para atrair o foco para um determinado Governo do qual pode não estar agradando a muita gente? Vale a pena lembrar que uma laranja podre coloca todo o cesto a estragar. Nesse caso por causa de um ou de uns poucos, toda a maioria está sendo manipulada, mas será na realidade apenas esses uns é que estão ganhando de verdade e usando os outros para alcançarem seus reais objetivos?

                                                    Ismael  Serra - Editor do blog

AUGUSTO CASTRO PEDE DIÁLOGO PARA O FIM DA GREVE DA PM


 

O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) considera que o governador Jaques Wagner tem todos os instrumentos para chegar a solução dos conflitos com grevistas da PM e espera que o movimento tenha o seu fim de forma pacifica.

Para Augusto Castro, é importante que o governador Wagner negocie com o movimento para o estado voltar a sua normalidade. " O governador é a única pessoa que pode terminar com essa greve", argumenta, acrescentando que a situação já chegou ao seu limite e a população da Bahia tem que voltar a ter paz. O deputado ressalta que neste momento tem que prevalecer o bom senso.

OAB Itabuna apóia as reivindicações da Polícia Militar



Com o objetivo de reivindicar melhores condições de trabalho, a Polícia Militar da Bahia entrou em greve no final de janeiro. Em Itabuna, a categoria aderiu ao movimento no dia 2 de fevereiro deste ano. Eles reivindicam o cumprimento do pagamento da Gratificação por Atividade de Polícia (GAP) IV e V, que iriam compor a remuneração dos policiais, chamada de soldo, além de regulamentação do pagamento de auxílio acidente, periculosidade e insalubridade.
Diante dessa situação, a Ordem dos Advogados da Brasil (OAB) subseção Itabuna se manifesta a favor das reivindicações levantadas pela categoria. Segundo o presidente da OAB Itabuna, Andirlei Nascimento, "a reivindicação dos policiais são justas, porque recebem uma remuneração baixíssima para o grande e relevante trabalho que prestam a sociedade. A única forma de terem melhores condições de trabalho, a meu ver, já que, segundo apurado, há muito tempo os policiais vem fazendo essa reivindicação sem serem ouvidos pelo governador do Estado". Afirma ainda o presidente da OAB, "quando deputados e senadores querem aumentar as altas remunerações que já têm, o fazem sem qualquer greve, pois na calada da noite, elaboram leis de forma casuística e de interesse próprio, por essa razão a OAB de Itabuna apóia o movimento desde que não haja violência.
De acordo com o presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OAB Itabuna, Davi Pedreira, o posicionamento da OAB de Itabuna é um posicionamento de independência e de responsabilidade não apenas com a advocacia, mas também como o social, já que a greve dos policiais é uma reivindicação por melhores condições de trabalho da categoria e é necessário que o Estado remunere e melhore as condições de trabalho da Polícia Militar e a Polícia civil para que possam proteger melhor a sociedade.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O deputado federal Emiliano José (PT/BA) opina sobre a greve da polícia militar. Texto publicado no site da revista Carta Capital.

O deputado federal Emiliano José (PT/BA) opina sobre a greve da polícia militar. Texto publicado no site da revista Carta Capital.

O governo da Bahia precisa correr contra o tempo, para desarmar a bomba que é a Polícia Militar da Bahia. Não se pode dizer que não se sabia. Uma tese acadêmica do professor Georgeocohama mostrou o espírito autoritário da Polícia, ao analisar a greve da PM em 1981. Não por acaso, o jornalista, professor e hoje deputado federal Emiliano José assinou o prefácio do livro de Ocohama.  Desde o golpe militar de 1964, a PM baiana se constituiu no braço armado voltado para reprimir manifestações populares.

E a violência, pode-se dizer, vem sendo o método de trabalho da PM baiana, entranhada na corporação pela ideologia do carlismo. Chega a ser ridículo, os discursos oportunistas de políticos como o deputado ACM Neto (DEM) e do deputado derrotado José Carlos Aleluia. O guru deles, ACM, incutiu na PM a ideologia da violência. Agora, este espírito maligno se volta contra o povo da Bahia.

Leia na íntegra a análise de Emiliano no livro de Georgeocohama:

Quando a greve da Polícia Militar baiana de 1981 ocorreu, eu trabalhava na sucursal do jornal O Estado de S. Paulo, em Salvador, como repórter. Para os jornalistas de então, um fato inusitado. Estávamos acostumados a cobrir a ação da PM no decorrer de movimentações de operários e estudantes, e tal ação revestia-se sempre de um cunho repressivo. A PM, nos anos posteriores a 1964, especialmente até o fim da ditadura em 1985, se constituiu no braço armado mais prontamente à disposição das classes dominantes para reprimir quaisquer movimentos populares.

Era a PM que tornava dramaticamente real o lado coercitivo do Estado brasileiro. Em todo o País, simultaneamente ao controle a que foram submetidas pelo Exército, as PMs foram modernizadas em sua aparelhagem repressiva, modernização que se expressava no maquinário de guerra de combate às manifestações de rua. Assim perplexos, cobríamos aquela greve.

A análise do professor Georgeocohama sobre as causas daquele movimento revela muita ousadia. Enfrentou tema pouco visitado pela Academia. O livro que agora ganha as ruas foi escrito há mais de 20 anos. Tem, quem sabe, os defeitos de uma análise feita a quente, mas também as qualidades desse tipo de incursão.

Só os bons historiadores, os menos acomodados, são capazes de produzir obras assim: poderíamos chamá-las de análise de conjuntura, numa visão bastante ampliada dessa noção; ou, para ousar avançar por terreno conceitual desconhecido, denominá-la de história mergulhada no acontecimento.

Ao fazê-lo, o autor contribuiu para abrir a vereda que tem possibilitado uma discussão ampliada sobre o papel das PMs numa sociedade democrática. Inegavelmente há um vezo preconceituoso entre as esquerdas, ontem mais do que hoje, em analisar o papel dos militares na vida política brasileira, salvo sob o ângulo da repressão, da violência, do arbítrio, características marcantes da ação militar num País acentuadamente marcado pelo autoritarismo.

A discussão sobre a PM baiana e o movimento grevista de 1981 implica análise aligeirada sobre o Estado brasileiro, especialmente o moderno Estado construído desde os anos 30 do século passado. Esse Estado constituiu-se à base de estruturas mais ou menos autoritárias, que passaram pela ditadura getulista do Estado Novo, pelo populismo nacionalista da primeira metade dos anos 50, pelo desenvolvimentismo de Juscelino, pelo reformismo de Goulart e pela modernização conservadora da ditadura pós-64.

O crescimento da sociedade civil, de modo geral, sempre enfrentou obstáculos, sejam aqueles menos coercitivos, como os levantados pelo populismo, sejam os repressivos, como os do Estado Novo.

O crescimento do movimento operário-popular em 1964 provocou a reação das classes dominantes e redundou em ditadura. A marca autoritária em nossa história não é pequena. Os militares, não por acaso, acreditaram-se demiurgos de um projeto nacional, baseado na Doutrina da Segurança Nacional, cuja inspiração, também não por acaso, veio dos EUA, fundada em pressupostos da Guerra Fria, marcada então por um anticomunismo visceral.

Tal doutrina desenvolvia a tese do inimigo interno, que justificava todas as violências praticadas contra aqueles que tinham uma visão diversa. Desde o final dos anos 40, esse tipo de visão esteve presente em nossa história, e corporificou-se com absoluta transparência em 1964 e naqueles anos seguintes de terror e de sombras.

A presença militar era tão forte que, para selar o fim da ditadura, fez-se uma espécie de pacto com as Forças Armadas, baseado numa anistia que perdoava os torturadores e assassinos dos porões repressivos. É possível que não houvesse outro caminho dado à correlação de forças do momento, mas o fato é que isso ocorreu. A sociedade civil e a sociedade política não conseguiram desenvolver até muito recentemente mecanismos institucionais que colocassem as Forças Armadas sob controle, na dependência de regras democráticas sólidas.

Só após o fim da ditadura, em 1985, iniciou-se um processo, relativamente lento, onde, paulatinamente, as Forças Armadas passaram a se submeter de forma mais clara aos ditames da lei. Isso foi possível devido à dinâmica interna – a democratização da sociedade brasileira –, e externa –, o fim da Guerra Fria, com o desmoronamento de toda a experiência socialista na URSS e nos países do Leste Europeu.

Recente episódio – o da revelação pela imprensa de fotos de prisioneiros nus nos porões da ditadura – mostrou a autoridade do presidente Lula sobre os militares, evidenciando que os tempos são outros, mais democráticos. Vamos caminhando de modo mais rápido e seguro para uma sociedade amparada na lei.

Para dizer de forma simplificada, se tentarmos situar o episódio analisado por Georgeocohama, podemos dizer que as PMs de então eram um subproduto do quadro nitidamente autoritário que predominou até 1985. Enquadradas rigorosamente após 64, elas foram submetidas aos interesses e conceitos globais do Exército, a instituição que dá as cartas nas Forças Armadas. Passam, então, a ser “tropa de choque” do Estado brasileiro para “sedições internas”, especialmente as movimentações urbanas, das greves operárias às manifestações estudantis.

A greve de 1981, com as conseqüências trágicas dela decorrentes, talvez seja um daqueles momentos em que a PM da Bahia toma consciência de si mesma, recusa-se a ser simples massa de manobra, embora, como é evidente, limite-se a seus interesses meramente corporativos, temendo até a solidariedade de outros setores sociais, o que decididamente reduziu o alcance do movimento.

As paixões do momento não foram sistematizadas numa orientação política conseqüente, como foi diagnosticado pelo professor Georgeocohama corretamente. Não custa lembrar movimento recente, de 2001, quando outra greve, e esta com impressionante participação da soldadesca, colocou Salvador em estado de choque e o governo paralisado. Essa movimentação, à espera de análises mais cuidadosas, produziu alguns líderes, um dos quais, sargento Isidório, tornou-se deputado estadual pelo PT com expressiva votação.

A história registra movimentos de soldados como momentos heróicos, evidência de um alto grau de politização. Não custa lembrar a Revolta da Chibata, do marinheiro João Cândido, contra os castigos absurdos de que era vítima a marujada. Ou a luta dos sargentos por seus direitos no pré-64, objeto até hoje de muitas discussões.

Ou, mais distante de nós, a extraordinária participação de soldados na Revolução Russa. A politização dos soldados, no Brasil pós-64, no entanto, foi reprimida de todas as maneiras. Greves em corporações como a PM não são boas companhias da democracia. São perigosas para todos se se tornam incontroláveis. Estamos falando de homens – e agora mulheres – armados.

A greve de 2001 foi um exemplo disso. Quando se prolongou por vários dias, criou uma situação de caos social em Salvador. No primeiro momento, recebeu o apoio da população, que sabia dos baixos salários e péssimas condições de trabalho dos soldados, sargentos e mesmo oficiais.

Num segundo momento, o povo fechava-se em casa com medo e queria o fim rápido do movimento. A PM, nesse caso, saiu relativamente fortalecida. Houve, por caminhos tortuosos, o reconhecimento do quanto ela é necessária, embora não se possa desconhecer o quanto ela precisa mudar para se tornar uma polícia cidadã, que tenha como missão principal proteger o cidadão e cidadã comuns.

As diferenças entre os dois movimentos não são pequenas, e posso lembrar alguns deles, arriscando-me a palpitar. O primeiro é que o de 1981 não teve o alcance de massa que teve o de 2001. Aquele foi uma ação  concentrada na ousadia de alguns oficiais. O segundo aspecto é que o de 1981 foi barrado de modo sangrento – a lembrar que o governador biônico era Antônio Carlos Magalhães, prócer querido da ditadura – enquanto que o de 2001 acabou sendo resolvido pela negociação, em decorrência especialmente da ação de parlamentares da oposição, que praticamente socorreram um governador inerte, quase perplexo diante da greve.

Os tempos eram outros. Já não era mais possível mandar matar, como em 1981. O terceiro é que a movimentação de 2001 durou um bom número de dias, teve um impressionante impacto político-social e obrigou o governo a ter mais atenção com a PM, enquanto que a de 1981, estancada na ponta do fuzil, acabou rapidamente e suas conseqüências nem de longe se aproximaram das de 2001.

Mas tudo isso é palpite. O que importa aqui é a análise feita por Georgeocohama a respeito da movimentação de 1981. É essa ousadia dele que nos convida a uma reflexão sobre a PM na sociedade que vivemos hoje, muito mais democrática.

Nos tempos mais recentes, desincumbida parcialmente da tarefa anterior de reprimir movimentos populares, devido à situação democrática, a PM, educada para a violência, continuou como “tropa de choque” contra os pobres e negros, especialmente nas grandes cidades. A questão posta para todos nós, que temos compromisso com a continuidade da democratização da sociedade brasileira, é a definição do papel dos militares na vida política nacional, e aí inclui-se também as polícias militares.

Aqui, pode ocorrer a um leitor mais atento lembrar, acompanhando Norberto Bobbio, ser o Estado sempre um instrumento de repressão, o que ninguém contestaria. Mas isso não quer dizer, e isso também é Bobbio, que todos os Estados sejam igualmente repressivos. Nós, aqui e agora, queremos um Estado democrático, com os militares submetidos aos ditames da lei, incluindo-se aí a PM enquanto ela existir, para que se garanta um estado de paz civil.

É necessário que se estimulem ouvidorias autônomas das PMs de modo a facilitar ao cidadão e à cidadã recorrerem dos arbítrios, das violências, contribuindo para uma vigilância efetiva da sociedade civil sobre a instituição. É fundamental que seja incrementada a educação dos efetivos da PM no campo dos direitos humanos. Não podemos, em nome de uma teoria abstrata do Estado como instrumento da repressão, descuidar da importância de uma espécie de revolução cultural entre os policiais militares.

É possível forjar um novo espírito, que fortaleça mais o aspecto preventivo do que o repressivo. Um espírito que faça os policiais militares enxergarem cidadãos no negro pobre, no sujeito sem posses. Um espírito que pretenda sempre, em primeiro lugar, proteger o povo. Sem isso, continuaremos a assistir a essa impressionante guerra civil que assola o País principalmente nas grandes cidades.

Ninguém ignora a necessidade da repressão contra a criminalidade de qualquer natureza, especialmente contra o crime organizado, e no quadro institucional ainda vigente, a PM cumpre um papel importante. Mas é preciso um novo espírito para que a população pobre e trabalhadora não continue a ser a principal vítima.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

EVENTO PROMETE BOMBAR NO FACEBOOK


Os desvios de verbas da câmara de vereadores de Itabuna, investigados pela Polícia Federal na operação Loiolagates, podem chegar a oito milhões de reais, segundo o delegado da PF, Fábio Marques.
Uma novela que não quer acabar. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências do ex-presidente da Câmara, o vereador Clovis Loiola, suspeito de liderar o esquema de corrupção, e o ex-diretor de Recursos Humanos da Casa, Kleber Ferreira e segundo informações encontraram documentos comprometedores tipo: vários cartões de recebimentos de assessores dentro de bolsa de esposa de vereador.
Além das buscas nas residências, a polícia foi também à câmara de vereadores, segundo o delegado, com o objetivo de localizar outros servidores e parlamentares envolvidos na fraude.
Segundo a PF, pedidos de prisão preventiva foram feitos, mas negados pela justiça. Negado, Negado, Negado.
REVOLTE-SE - A REVOLUÇÃO COMEÇA AGORA POR CADA UM DE NÓS PARTICIPE

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Policiais Militares até quando serão desvalorizados?


 *Reginaldo de Souza Silva – Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.


O desrespeito ao cidadão trabalhador militar traz à tona neste país uma realidade de insatisfação e discordância no interior dos quartéis. Diuturnamente, policiais militares que deveriam garantir a segurança de seus cidadãos e autoridades não são respeitados e valorizados. A questão dos soldos baixos para soldados e policiais é histórica no Brasil. Da mesma forma o é o despreparo da categoria e a corrupção ali dentro.

Há algum tempo, as associações representativas de oficiais e praças das Policias Militares dos Estados, a exemplo da Bahia, vem alertando a sociedade sobre o clima de insatisfação generalizada que permeia toda a Corporação, sobretudo no desrespeito aos direitos deste profissional, materializados na PEC 300, a qual Governadores não tem dado a devida importância.

Na Bahia, a categoria reivindica o cumprimento da lei 7.145 de 1997, instituída há 14 anos cujos benefícios nunca foram pagos, a gratificação por atividade policial (chamada GAP 5), incorporação da gratificação ao salário, regulamentação do pagamento de auxílio acidente e adicionais de periculosidade e insalubridade.

Infelizmente, o governo do Partido dos Trabalhadores se recusa a acatar o que prevê a legislação, bem como os pleitos da categoria, o que inclui ainda o cumprimento da lei da anistia e a criação do código de ética e de uma comissão para discutir o plano de carreira dos PMs. Os policiais baianos recebem o salário base, equivalente ao salário mínimo e a GAP 3, que somam mensalmente cerca de R$ 2.300. Em toda a Bahia, há um contingente de 31.869 policiais. Na capital, esse número é de 10.712 e os demais são distribuídos nos demais 416 municípios. Até o momento 10 mil PMs aderiram à greve por tempo indeterminado em várias cidades.

Se por um lado, os policiais são proibidos de fazerem greve, por outro, o desrespeito as entidades representativas de classe por parte dos governos, acusando a associação dos policiais de "causar intranquilidade" na população, coloca em risco a disciplina e a sobrevivência.

O paradoxo é que, esses mesmos policiais, que hoje fazem sua paralisação, foram os mesmos que estiveram na linha de frente para fazer a reprimenda a outros movimentos reivindicatórios de outras categorias de trabalhadores e estudantes. Afirmam os policiais: “não somos favoráveis aos movimentos reivindicatórios, com paralisação das atividades, sem que antes sejam esgotados todos os canais de negociação”.

Reafirmam que as principais reivindicações são: criação de uma Mesa Permanente de Negociação, envolvendo os representantes das Associações de Oficiais e Praças; reajuste linear de 17,28% retroativo a abril de 2007; revisão no valor do Auxílio Alimentação; pagamento da diferença de GAP; implantação da GAP IV e V para policiais ativos, inativos e pensionistas; atualização do valor do Honorário de Ensino congelado há mais de uma década; pagamento da URV; mudanças no Plano de Carreira; Regime Próprio de Previdência, conforme dispõe a Constituição Federal – CF/88; implantação do Subsídio, conforme prevê o § 4º do art. 39 da CF/88; isonomia salarial entre os integrantes das Polícias Civil e Militar, de acordo com o que preceitua o art. 47 da Constituição do Estado da Bahia; e melhores condições de trabalho.

O que a população baiana espera deste Governo é ter um serviço de qualidade, com policiais em todas as cidades zona urbana, rural e periferias das cidades. Para isto é necessário a valorização e o reconhecimento do trabalho dos policiais militares; a abertura imediata de negociação (que não seja as denominadas mesas setoriais de tapeações) com os representantes das Associações que os representam.

Sabemos que o Estado da Bahia, assim como os demais, não irá superar ou minimizar os erros cometidos no desenvolvimento das ações a elas atribuídas (grande parte legitimadas pelo Estado) sem um investimento massivo e continuado na formação e manutenção dos recursos e equipamentos das policias.

Podemos perceber que esta se cultivando no imaginário popular a figura do militar como a pessoa do mal. A eles são atribuídas, torturas, mortes, assassinatos, roubos, seqüestros, golpes e abuso de poder. Perguntamos: Quantos morreram? Quantos vão morrer? Quantos quase morreram?  Na sociedade, assim como, na vida militar, a segurança do coletivo depende de cada membro. Em nosso país a instituição responsável pela segurança pública é a Polícia Militar.

Nossos políticos que em sua grande maioria não são dignos, sérios e nem éticos não querem uma Polícia (militar, civil e bombeiros) séria e digna. 

Mas, em pleno século XXI na capital baiana e cidades do interior vivenciamos mais uma etapa do desrespeito ao cidadão trabalhador militar. Uma corporação centenária, uma das poucas instituições que está 24h no ar, em que muitos dos seus integrantes em situações extremas entregaram suas vidas para salvar outras vidas. Neste momento, os PMs ocupam as ruas, a Assembléia Legislativa para protestar, para demonstrar ao governo que para colocar a sua vida em risco os salários, as condições de trabalho e de relacionamento com o governo não são dignas.

Senhores coronéis e demais oficiais a qual se atribui a responsabilidade pela salvaguarda da história, dos legados das corporações, da segurança, da unidade e moral da tropa, demonstrem e testemunhem aos seus comandados a todos os componentes da base das corporações os SOLDADOS (do coronel ao recruta) o símbolo da honra e dignidade militar. 

Perguntem aos seus comandados: Há Orgulho em ser Policial Militar? Demonstrem a cada membro da tropa que esta é uma profissão digna, que muitos deram a sua própria vida e continuam a fazê-lo para garantir a tranqüilidade e segurança de todos. Não permita que Policiais Militares e bombeiros se prestem a serem massa de manobra de alguns políticos hipócritas, que com suas promessas vãs os enganem propositalmente.

“O compromisso com a lei e com a ordem e a manutenção da paz e da segurança de toda sociedade dependerá de profissionais sérios, homens e mulheres de bem, pais e mães de família que sabem perfeitamente do seu papel e responsabilidade”.

Infelizmente, muitos comandantes, inclusive o próprio governador, se distanciaram das tropas, vivem nos gabinetes e já não servem de exemplo. Segurança pública é direito de todos e a população das cidades do interior está cansada de pagar a conta quando em períodos de carnaval e festas vê parte de seu efetivo deslocado para Salvador.

 *Reginaldo de Souza Silva – Doutor em Educação Brasileira, professor do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Email:reginaldoprof@yahoo.com.br

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lavagem do beco foi adiada para o dia 11



O secretário da Indústria, Comércio e Turismo, Carlos Leahy, está reunido em seu gabinete na Prefeitura de Itabuna junto com líderes dos blocos carnavalescos da cidade e com o comandante do 15º BPM, Coronel Marcos Antonio Lemos. A pauta do encontro é a Lavagem do Beco do Fuxico, que está agendada para acontecer neste sábado (04).
O Coronel Lemos já informou que com a polícia militar em greve fica impossível garantir a segurança da festa. A decisão adotada foi de adiar a Lavagem do Beco para o sábado(11), mas isto com a esperança de que até lá a polícia militar já tenha retomado as atividades. Caso isto não aconteça, a festa será cancelada.

Fazendo do limão, uma limonada: Após a tensão a diversão





A que ponto chegamos!

                                   Antonio Nunes de Souza*
Só nos resta lamentar quando presenciamos cenas absurdas e selvagens nos centros mais civilizados (?) do mundo, ocasiões em que os homens dão exibições e demonstrações tão animalescas e irracionais, que não encontramos nem palavras para adjetivá-las como merecem. Qualquer que sejam nossas explanações torna-se pobres para qualificar as atitudes brutais que, tristemente, tornaram-se habituais e normais dentro de uma sociedade, que se diz organizada e culturalmente, diferenciada!
Dois dias atrás, no Egito, com sua civilização milenar, por causa de um resultado de uma partida de futebol, o estádio foi invadido pelos torcedores proporcionando uma guerra onde morreram quase cem pessoas, milhares de feridos, transmitindo uma imagem sórdida pelas televisões, ampliando o pânico já existente em todas as comunidades mundiais, que já vivem fragilizadas em termos de segurança. Vale dizer que esse não é o primeiro acontecimento grotesco e selvagem, pois os ingleses já foram campeões nessa prática e nossas torcidas brasileiras também sempre estão enveredando por esse lado desumano e sanguinário, imaginando ser a maneira orgulhosa de demonstrar o amor e dedicação aos seus clubes. Pobre de nós, termos que conviver com esses animais e ficarmos proibidos de ir a um estádio ver a arte do esporte com tranqüilidade!
Ontem tivemos outra demonstração de insegurança e desprezo, quando a polícia entrou em greve e as cidades ficaram a mercê dos marginais,o comércio teve que encerrar suas atividades, fechando portas e, mesmo assim, muitas casas comerciais foram saqueadas e arrombadas por vândalos baderneiros. Vimos o povo correndo em pânico pelas ruas, transportes paralisados e escassos. Aliado a tudo isso a grande preocupação com o que poderia estar acontecendo nas suas casas e seus familiares.
Por mais que sintamos esses fatos diretamente em nossas peles, temos que reconhecer que estamos colhendo o que plantamos no passado e, sem nenhuma dúvida, dias piores virão, pois, estupidamente, continuamos a demonstrar que não sabemos viver em comunidade, não somos solidários, agimos egoisticamente, não aprendemos a conta de dividir e nos preocupamos muito mais com o ter do que com o ser. E, nos fechando dentro das nossas redomas de interesses próprios, passamos a ampliar as insatisfações, necessidades, desprezos, raivas e falta de educação que, infelizmente, se transformam em ódio, revolta e estímulos para atacarem por vingança e represália pela maneira desprezível que são olhados e tratados.
Com esse comportamento social, onde a falta de humanização dentro da sociedade é comum, tolamente as pessoas não enxergam que os resultados pioram casa vez mais, e nós passamos, lentamente, a categoria de excluídos e prisioneiros dos bandidos que nós ajudamos a criar, graças nosso comportamento errado e egoísta!
Acreditamos que, caso não tenhamos a sensatez de mudar nosso comportamento, humanizando nossas atitudes, respeitando os direitos da igualdade, mais cedo chegaremos ao extremo de guerras civis generalizadas, onde as razões estarão do lado dos mais poderosos e fortes!
Será que é essa a herança que vamos deixar para nossos descendentes, entrando para a história como uma geração fria e egoísta?                                                                                                                                                                                                                                                                      
*Escritor (Blog Vida Louca – ansouza_ba@hotmail.com)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

FORÇA NACIONAL E EXÉRCITO VÃO REFORÇAR A SEGURANÇA EM TODA A BAHIA

Um efetivo de 150 homens da Força Nacional de Segurança desembarca em Salvador às 22h desta quinta-feira (2), por solicitação do governador Jaques Wagner ao Ministério da Justiça. Outros 500 homens chegam à Bahia nas próximas 48 horas para reforçar o policiamento ostensivo em todo o estado. Também está prevista a presença de tropas do Exército, após entendimento do governador com a presidente Dilma Rousseff.


Ainda no exterior, desde quando foi deflagrada a paralisação de uma parcela dos policiais militares, Wagner vinha acompanhando e dirigindo as ações do governo baiano com o objetivo de por fim ao movimento. “Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial, que considerou a greve ilegal”, afirmou o governador, após se reunir com secretários de Estado, na manhã desta quinta.


Nesta sexta (3) à tarde, o secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, e o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, se reúnem com o comandante da VI Região Militar, general Gonçalves Dias, para definir a participação do Exército no reforço à segurança no estado. "Vamos reforçar a sensação de segurança, já que a PM está nas ruas e apenas uma minoria vem promovendo atos de vandalismo", afirmou Barbosa, em entrevista coletiva no auditório da SSP, ao lado do coronel Castro e do delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge.


Wagner disse ainda que, “neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.
Interior 
Sobre a segurança no interior do estado, o secretário Maurício Barbosa disse que a maioria dos policiais também está trabalhando. “Mas, vamos fazer o reforço com as companhias especiais como a Caatinga, e as companhias que não aderiram à paralisação. Nós vamos procurar apoio onde tivermos que procurar. Não temos a pretensão de dizer, por vaidade, que não vamos querer todas as ajudas possíveis. Vamos lançar mão de tudo o que está à nossa disposição para devolver a sensação de segurança para a nossa população”.
Secretaria negocia com entidades representativas da classe nesta sexta-feira
Com relação ao movimento de greve, Barbosa disse que foi decretado ilegal pela Justiça. “Peço retorno imediato ao trabalho dos policiais paralisados, que são uma minoria”. Segundo o secretário, dois terços dos 30 mil policiais baianos estão trabalhando e, das 300 viaturas da corporação em Salvador, 210 estão em atividade. “Nós vamos fazer de tudo para voltar a sensação de segurança, para restabelecer a situação de segurança a qualquer custo”.


O secretário também falou que existe, no Governo do Estado, a consciência de que é preciso avançar na melhoria das condições de trabalho dos policiais. “Estamos atentos a isso, mas não podemos admitir desordem e baderna de grupos querendo impor uma condição para além do estado democrático. Então, para isso, estamos nos reunindo com as outras associações, nesta sexta-feira (3), que querem dialogar e conversar para chegarmos a um consenso sobre essa melhoria tão esperada por nossos policiais”.
Responsabilidade 
Para Barbosa, a maioria dos policiais sabe da sua responsabilidade, do seu dever, do seu compromisso com a sociedade acima de tudo. “É em nome destes policiais que nós estamos aqui. O governo está do lado deles. Eles poderão trabalhar sem ser admoestados. Nós não coadunamos é com atos criminosos, que serão devidamente apurados e as pessoas serão responsabilizadas”.


O secretário também ressaltou que o governo não negocia com movimentos radicais. “A decretação de uma greve, sem pelo menos sentar à mesa, como outras associações estão fazendo já amanhã [sexta-feira], é um ato de coerção. Nós não vamos negociar com quem não quer negociar. Decretar uma greve para depois começar a negociação não é o caminho”.
Medidas judiciais vão penalizar crimes civis e militares
Outras medidas judiciais estão sendo adotadas, de acordo com Barbosa, em relação às práticas criminosas que vêm sendo praticadas como forma de coação, a exemplo da retirada de circulação de algumas viaturas que estão sendo levadas de policiais que querem continuar trabalhando. Segundo o secretário, o Judiciário e o Ministério Público estão atentos aos acontecimentos.


“É importante dizer que todos estão engajados nessa luta. Temos que fazer prevalecer o estado democrático. Não vamos conversar com movimentos radicais que querem acima de tudo a autopromoção em detrimento aos interesses dos nossos policiais militares que estão hoje trabalhando e que defendem sua farda acima de tudo”.


O comandante geral da PM, coronel Alfredo Castro, disse que os responsáveis por ações criminosas serão penalizados. “Nós estamos vendo pessoas praticando vandalismo e impondo insegurança à nossa sociedade. Todas elas serão responsabilizadas mediante o que determina a lei. Nós trabalhamos com os crimes militares, que serão julgados por auditores da justiça militar, e os civis, que também estamos enquadrados. Temos uma força tarefa envolvida no levantamento destes crimes para colocar a responsabilidade nos ombros daqueles que os praticaram”.

Wagner diz que usará medidas enérgicas para garantir segurança da população

“Não admitirei que a segurança da população baiana seja colocada em risco por um pequeno grupo de pessoas, ainda mais porque estas desconsideraram a decisão judicial que considerou a greve ilegal”, afirmou o governador Jaques Wagner sobre o movimento de uma parte dos policiais militares baianos que paralisou as atividades. O pronunciamento foi feito nesta quinta, 02, após a volta do governador à Salvador, da viagem que fez acompanhando a presidente Dilma Rousseff à Cuba e ao Haiti.
No comunicado, o governador disse, ainda, que “neste momento, o diálogo e o bom senso são as melhores formas de superar o impasse. Porém, na defesa dos interesses maiores da população baiana, continuarei usando medidas enérgicas, caso isso se faça necessário”.


O movimento grevista de parte do efetivo da polícia militar foi considerado ilegal pela justiça baiana, que concedeu liminar, nesta manhã, ao governo do Estado, decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra - BA) suspenda a greve, sob pena de multa diária de R$ 80 mil.
Negociações -  O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia (AOPMBA) - Força Invicta, Ten Cel PM Edmilson Tavares, juntamente com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Bahia (APPM), Sgt PM Agnaldo Pinto, e da Associação Beneficente dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais da PM (ABSSO), Sgt PM Jackson Carvalho, se reuniram na noite de quarta, 01, com integrantes da Associação de Policiais e Bombeiros da Bahia (ASPRA), Marcos Prisco, o qual se declarou aberto ao diálogo. Ao final da reunião, a AOPMBA – Força Invicta reafirmou sua posição contrária a paralisação dos policiais militares, sem que se esgotassem todos os canais denegociação.
Em nota à impresa, a AOPMBA informou nesta quinta (2), que a convite do Secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa e do Comandante Geral da PM,  Coronel Alfredo Castro, representantes da entidade e da ABSSO, participaram de uma reunião em que foi sinalizada pelo Secretário da Segurança Pública a abertura das negociações.
A Força Invicta e as demais associações envolvidas na solução pacífica do impasse deverão participar de uma reunião, às 9h desta sexta-feira (3), na sede da Secretaria de Segurança Pública. Durante o encontro, as Associações de Classe da Corporação apresentarão as reivindicações da categoria.
Devem participar do encontro, o Secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, o Comandante Geral da PM, Coronel Alfredo Castro, e membros da área sistêmica do governo.